03
Jun 09

Graças a este blog, criado na sequência de um trabalho escolar da disciplina de Área de Projecto, fomos felicitadas por uma associação, a PSOPortugal, no seu site: www.psoportugal.com.

A nossa finalidade era mostrar à sociedade a existência de uma doença designada Psoríase que, contrariamente ao que muitas pessoas pensam, não é contagiosa; bem como desenvolver uma espécie de livro informativo para os psoriásicos. Tentamos ao máximo trabalhar somente com fontes fidedignas mas salientámos que a leitura deste trabalho não dispensa, em caso algum, a consulta de especialistas. Tendo em conta o trabalho aqui apresentado, a PSOPortugal reconheceu o nosso mérito e agradeceu a nossa colaboração relativamente à divulgação da enfermidade.             

publicado por Psoríase às 15:45

         Queremos agradecer aos docentes que nos ajudaram e intervieram no nosso Projecto (Maria Júlia Figueiredo, Maria Manuela Borlido, Vítor Oliveira), ao vice-presidente da PSOPortugal, Jorge Melância, por nos ter permitido assistir ao 4ºEncontro Nacional de Doentes no ano transacto, bem como aos psoriásicos que nos facultaram entrevistas (Fernando Vieira, Hermínia Moreira, José Sousa), principalmente ao Sr. Fernando Vieira que se mostrou disponível a participar na nossa apresentação do trabalho final, no passado dia 14 de Maio, pois sem a colaboração de todos eles o produto final não seria o mesmo. Gostaríamos ainda de agradecer a dois elementos da turma, Andreia Brandão e Tiago Pinto, por nos terem auxiliado na realização da apresentação final através do fornecenimento de suportes digitais.

 

publicado por Psoríase às 15:42

11
Mai 09

 

Planificação da experiência
 
Material:
Ø Dois peixes da mesma espécie (cometas);
Ø Dois aquários (um para cada peixe);
Ø Dois tipos de alimentação.
 
Objectivo:
                Observar o comportamento dos peixes em função dos diferentes tipos de alimentação.
 
Protocolo:
Ø Colocar os peixes nos respectivos aquários e identificá-los;
Ø Alimentar o peixe 1 com uma alimentação aternada e o peixe 2 só com um tipo de alimentação durante duas a três semanas;
Ø Continuar com o mesmo tipo de alimentação para o peixe 1 e alterar a alimentação do peixe 2 e observar a reacção do mesmo à alteração;
Ø Registar as alterações observadas.
 
 
Relatório da experiência
 
Objectivo:
Observar o comportamento dos peixes em função de diferentes tipos de alimentação.
 
Descrição:
Cumprindo-se as etapas do protocolo, espera-se observar as seguintes reacções:
Ø    O peixe 1 não alterará o seu comportamento, comendo os dois tipos de alimentos administrados;
Ø    O peixe 2, aquando da alteração da alimentação, rejeitará o segundo tipo de alimento administrado.
 
Resultados:
Ø Peixe 1: A alimentação foi variada, tendo-se verificado o esperado.
Ø Peixe 2: Ao alterar a alimentação, este deixou de comer, verificando-se o esperado.
 
Conclusão:
A experiência ocorreu com sucesso pois os resultados esperados foram observados.
No primeiro caso, como eram administrados alternadamente ao animal dois tipos de alimento, este não se habituou a um só tipo, alimentando-se dos dois.
No segundo caso, uma vez que, inicialmente, só era administrado um tipo de alimento, o animal criou habituação ao mesmo e quando se variou a alimentação, o peixe deixou de comer.
publicado por Psoríase às 12:13

 

Viver com uma pessoa com psoríase pode ser stressante para qualquer indivíduo, contudo a razão da tensão na família nem sempre é explicitamente identificada. Como o stress pode desencadear uma crise ou evitar a remissão de uma psoríase instável, é importante que as famílias tentem compreender a situação e tentem lidar com quaisquer problemas que surjam. Todas as pessoas com esta enfermidade carecem de um grande apoio das suas famílias. Isto é importante, quer para os doentes com grandes placas visíveis, quer para os que sofrem de uma forma menos visível da condição. Um sentimento de rejeição pode frequentemente ser a razão da sua infelicidade, sendo importante que a família compreenda esse sentimento.
 
Os psoriásicos que querem ter filhos não devem sentir-se susceptibilizados pelo facto de terem receio de transmitir a doença. A psoríase nem sempre é causada por factores genéticos, pois mesmo que exista um histórico da patologia na família, o risco de transmissão é muito diminuto.
Se as crianças desenvolverem a enfermidade, é essencial que os pais tentem não se culpar pelo facto, e proporcionem aos filhos os melhores tratamentos disponíveis (discutidos, naturalmente, com o dermatologista). Devem igualmente lembrar-se que os seus filhos não irão enfrentar necessariamente as mesmas dificuldades que os pais tiveram.
 
As relações íntimas e sexuais podem ser difíceis e pungentes quando a psoríase está activa.
A pele na zona genital pode tornar-se extremamente sensível e dolorosa quando está irritada. Por esta razão, o doente deve falar sobre a patologia com o seu companheiro, de modo a evitar quaisquer embaraços ou mal-entendidos.
 
 
 Rejeição
A psoríase afecta frequentemente a face e por isso as crianças têm muitas vezes que enfrentar os olhares de outras crianças e dos adultos. Por exemplo, Damien, um rapaz de 6 anos que sofre de psoríase desde os 2 anos, mostra a língua às pessoas que olham demasiados intensamente para ele ou então explode dizendo "Porque é que estás a olhar para mim?". Vicent esconde-se muitas vezes atrás da mãe, ou então faz palhaçadas ou diz disparates quando está aborrecido com as pessoas que o olham fixamente. "Um dia, uma pessoa abordou-me num supermercado e perguntou-se se eu não tinha vergonha do meu filho estar em tal estado, parecendo que eu lhe tinha dado uma tareia. "
Apesar de este tipo de reacções ser felizmente raro, os pequenos reparos e os olhares perscrutantes têm a tendência de, com o tempo, provocarem ansiedade e sentimentos de vergonha. Como qualquer outra condição cutânea crónica e em especial aquelas que surgem durante a infância, a psoríase pode originar problemas de auto-estima.
 
A psoríase tem um impacto em todos os aspectos da vida, afectando as relações profissionais, sociais e sexuais, assim como a vida familiar. Por esta razão, é crucial ter em consideração no tratamento a qualidade de vida, tendo uma importância chave na relação médico-doente.
 "A qualidade de vida é indiscutivelmente um fenómeno social," comenta o Professor Jean-Jacques Grob, dermatologista.           
Existem outros factores que reduzem a qualidade de vida dos doentes, como o stress resultante das repetidas crises, a comichão e descamação, assim como os constrangimentos impostos pelo tratamento e os respectivos efeitos secundários.
Durante os últimos vinte anos, os médicos e investigadores têm tido acesso a ferramentas que lhes permite medir e avaliar a qualidade de vida de um doente com psoríase. As escalas psicométricas, sob a forma de questionários, exploram os vários aspectos do quotidiano dos doentes, nomeadamente as actividades do seu dia-a-dia, relações sociais e imagem.             
 
O estudo Europso é o maior estudo europeu alguma vez realizado sobre o impacto da psoríase na qualidade de vida. Foi iniciado em 2002 em parceria com a Biogen, e conduzido em duas fases. A primeira fase envolveu 17.790 doentes de sete países da Europa (França, Bélgica, República Checa, Finlândia, Alemanha, Itália e Holanda).
Foram enviados questionários aos membros de nove organizações europeias de doentes com psoríase, ou foram dados aos doentes pelos dermatologistas. As questões estavam relacionadas com o tipo de psoríase, severidade dos sintomas, histórico e tratamentos psoriásicos a serem utilizados. A amostragem consistiu em 49% de homens e 51% de mulheres. Em França, a APLCP (“Association pour la lutte contre psoriasis” - Associação da Luta Contra a Psoríase) enviou 7.500 questionários com uma taxa de resposta de 34%.
A segunda fase do estudo foi levada a cabo em 2003, tendo abrangido oito países da Europa, incluindo Dinamarca, Islândia e Espanha.
Relativamente às actividades diárias, 45% dos participantes afirmou ter que tomar banho com bastante frequência e 40% tinha que lavar ou trocar as suas roupas muitas vezes. A condição também originou problemas psicológicos: 27% queixa-se de problemas sexuais, 21% dos participantes tem problemas nas relações íntimas e 26% dos participantes tiveram problemas de ordem social. A psoríase também influenciou em geral a saúde e o estilo de vida dos doentes: 34% reportou ter distúrbios de sono e 12% aumentou o seu consumo de álcool ou tabaco. 
  
 A enfermidade não deve ser um obstáculo para realização da depilação; apenas é necessário escolher o melhor método para a sua pele e para a parte do corpo em questão.
 
Foram realizados estudos sobre o crescimento dos pêlos nas áreas afectadas pelas equimoses. No entanto, os locais da pele com placas têm menos pêlos do que a saudável. Isto sucede, provavelmente, porque as placas psoriásicas impedem o crescimento piloso normal.
 
A utilização de um método de remoção de pêlos que não provoque irritação é aconselhável.
É preferível evitar a depilação com cera quente e fria nas lesões, porque o repuxar pode irritar a pele e originar o fenómeno de Koebner.
Pode realizar-se a remoção dos pêlos com cuidado com uma lâmina ou com uma máquina eléctrica. As pinças e as máquinas de depilação eléctricas, que puxam os pêlos, não devem ser utilizadas. Também deve evitar-se perturbar as escamas.
A depilação definitiva é ideal para as dobras cutâneas, por não serem áreas particularmente delicadas.       
Após a depilação, deve aplicar-se um emoliente ou um hidratante. Se a pele ficar irritada pode aplicar-se um corticosteróide[1].
 
 
O barbear pode ser problemático se tiver lesões?
Apesar das lesões faciais serem mais comuns nas crianças do que nos adultos, estas podem afectar alguns homens.
As lesões psoriásicas são conhecidas por serem menos comuns nas áreas de pele expostas à luz, por isso é melhor não se ter barba crescida. Deve igualmente ter-se cuidado para não perturbar as escamas, devendo ser aplicado um creme emoliente antes do barbear para amaciá-las. Pode ser utilizada uma lâmina de barbear manual ou uma máquina eléctrica. Em ambos os casos, deve evitar fazer demasiadas passagens sobre as lesões.
É também importante usar produtos de barbear sem álcool, hidratando a pele de seguida.
 
 
Actividade profissional
De acordo com um estudo recente realizado pela National Psoriasis Foundation (Fundação Nacional da Psoríase) nos EUA, a psoríase tem um impacto na vida profissional em 26% das pessoas com psoríase e de 48% nas pessoas com artrite psoriásica. 10% dos entrevistados tinha faltado um ou dois dias ao trabalho no mês anterior ao questionário, por causa da enfermidade. 74% tinha-se ausentado do trabalho para consultarem um médico.
Outros estudos publicados pelo British Journal of Dermatology (Periódico Britânico de Dermatologia) salientam o absentismo relacionado com a psoríase e o seu impacto na carreira dos doentes. A produtividade pode ser afectada, assim como a vida social. Os doentes sentem-se desconfortáveis com os seus colegas e clientes simplesmente porque têm contusões visíveis.
O trabalho em si pode originar bastante stress. Para além disso, as pessoas com psoríase precisam de gerir a sua condição, a dor associada e o desconforto físico. Por vezes têm que lidar com olhares fixos e preconceitos dos seus colegas. Uma boa organização pessoal é a chave para quebrar com este ciclo vicioso.
Uma das maneiras de o psoriásico se sentir bem no trabalho, quer em termos físicos, quer mentais, é usar a hora de almoço para fazer algo agradável.
Tendo em conta o desconforto físico e mental que a doença pode causar, as pessoas que a possuem precisam de pensar seriamente na sua opção de carreira.


[1] Habitualmente utilizados na psoríase ligeira a moderada
publicado por Psoríase às 12:04

 

 Foram realizados alguns estudos que tentaram estabelecer uma ligação entre as flutuações hormonais e a psoríase.
Muitas mulheres afirmaram que a sua psoríase melhorou durante a gravidez, que se agravou depois do parto e que se tornou ligeiramente pior durante a menopausa[1], surgindo mesmo nesta fase em variados casos (a psoríase tem tendência a manifestar-se pela primeira vez na menopausa).
Os especialistas dizem que estas alterações na psoríase em diferentes fases da vida reprodutiva da mulher poderão ser explicadas pelas flutuações hormonais, como também podem ser devidas a outros factores que ainda não foram identificados.        
Apesar de alguns estudos científicos terem tentado estabelecer uma ligação entre as flutuações hormonais e a psoríase, não se sabe precisamente quais os mecanismos hormonais que desencadeiam a condição e afectam o seu curso.
Pensa-se que estão envolvidos outros factores no aparecimento e subsequentes crises da psoríase para além das flutuações hormonais. De acordo com alguns especialistas, o facto de a psoríase aparecer frequentemente no início da adolescência não significa necessariamente que as hormonas sejam a única causa. Em vez disso, sugeriu-se que é o resultado de um programa genético específico.   
Apesar de algumas mulheres descreverem que a sua psoríase apresenta alternâncias de acordo com o seu ciclo menstrual, ainda nenhum estudo conseguiu provar a hipótese dos níveis flutuantes hormonais, durante o ciclo feminino, influenciarem as crises de psoríase. À semelhança, nenhum estudo demonstrou claramente um efeito positivo ou negativo da pílula contraceptiva.
 
Não existem muitos medicamentos que possam ser utilizados para tratar as mulheres grávidas e a maioria dos fármacos psoriásicos são tóxicos para o feto.
Por vezes a psoríase melhora espontaneamente durante a gravidez, o que significa que a medicação pode ser reduzida.
É importante tratar a pele durante a gravidez, para que não seque demasiado.
 
A maioria dos tratamentos sistémicos têm de ser interrompidos durante a gravidez, por isso os dermatologistas tendem a prescrever medicamentos tópicos para tratar as lesões psoriásicas.
No entanto, as medicações de uso externo não estão isentas de efeitos secundários, porque são absorvidas pelo corpo. Algumas devem ser completamente evitadas durante a gravidez porque são potencialmente teratogénicas[2]. Excepto os emolientes, que não apresentam qualquer perigo para a mãe ou para a criança, estes tratamentos devem ser aplicados apenas em áreas restritas da pele.
 
Como já referido, os tratamentos sistémicos são muitas vezes teratogénicos, o que significa que podem originar deformações graves no feto em desenvolvimento. Estes riscos são muito elevados quando a medicação é tomada durante o primeiro trimestre de gravidez. Consequentemente, a maioria dos medicamentos administrados oralmente têm que ser interrompidos durante a gravidez.
 
Os derivados da vitamina A para uso local são medicamentes que devem ser evitados dado aos seus efeitos teratogénicos.
Os derivados da vitamina D também não devem ser tomados apesar de poderem ser usados em pequenas quantidades em áreas muito específicas.       
  
 Tratamentos sistémicos
A acitretina (bem como outros derivados da vitamina A) e o metotrexato[3] podem causar anomalias congénitas graves ou mesmo aborto espontâneo, pelo que devem ser evitados no período de gravidez.
As mulheres que utilizam estes tratamentos têm que usar um método contraceptivo eficaz. As doentes devem igualmente esperar vários meses após terem cessado a administração dos medicamentos (dois anos para acitretina e quatro meses para o metotrexato) antes de planearem uma gravidez, de modo a que não restem quaisquer vestígios dos fármacos no organismo.
Deve realçar-se que o metotrexato tem um efeito no esperma. Os casais em que o homem está a tomar metotrexato devem, também, utilizar um método contraceptivo eficaz e parar com a medicação durante três meses antes de decidirem ter filhos.
A fototerapia PUVA pode ser perigosa para o feto devido aos psoralens[4] administrados antes das sessões de fototerapia PUVA.
A ciclosporina é um fármaco que não é perigoso para o feto, todavia tem efeitos secundários. Pode ser excepcionalmente prescrita por um curto período de tempo a mulheres grávidas com psoríase grave.                
  
 As mulheres, incluindo as que sofrem de psoríase durante a gravidez e/ou após o nascimento, não devem hesitar em amamentar.

Apenas as mulheres que têm de usar um tratamento sistémico, ou um tratamento local em extensas áreas de pele, devem evitar amamentar, porque estes tratamentos podem ser absorvidos pelo leite materno e serem transmitidos à criança.   

 

       



[1] Período fisiológico que tem início após a ocorrência do último ciclo menstrual na mulher (momento na vida da mulher em que cessa a função cíclica dos ovários e a menstruação)
[2] Teratologia é a especialidade médica que se dedica ao estudo das anomalias e malformações ligadas a uma perturbação do desenvolvimento embrionário ou fetal; substância teratogénica é aquela que podem causar malformações e anomalias no feto e/ou embrião
[3] Mencionado anteriormente
[4] Químicos sensibilizadores da luz
 
publicado por Psoríase às 12:00

 

A patologia pode agravar-se com a puberdade?

Quando a psoríase surge em jovens, deve-se normalmente a factores genéticos, sendo frequentemente mais intensa nestes casos do que quando aparece por volta dos 30.

As flutuações hormonais na adolescência parecem ter apenas um pequeno impacto na enfermidade, mas ainda foram poucos os estudos que foram realizados nesta área. A pílula contraceptiva não parece afectar a psoríase.
 
Existe um pico na incidência de psoríase durante a adolescência, mas este está associado a uma predisposição genética e não a alterações hormonais.
Os adolescentes podem sofrer de qualquer forma clínica de psoríase.
Os locais onde se manifesta podem variar (por exemplo no couro cabeludo ou nas unhas; a face raramente é afectada) e a maneira como surge também não é sempre a mesma (pode afectar determinado local após a ocorrência de um trauma aí assim como pode ser dispersa, envolvendo os membros, ou mesmo todo o corpo).
Determinadas formas são atípicas e mais difíceis de tratar do que outras. Os adolescentes têm tanta possibilidade de ser afectados por psoríase eruptiva (gutata) como por psoríase vulgar.
 
Entre 1% a 2% dos adolescentes com psoríase também têm artrite psoriásica, que pode surgir independentemente do tipo de lesão. Os adolescentes tendem a sofrer de contusões localizadas acompanhadas por artrite.
 
 
A maioria das terapias psoriásicas podem ser usadas para tratar a psoríase durante a adolescência, porém alguns tratamentos exigem uma observação cuidadosa.
Nos casos de artrite psoriásica ou de psoríase severa e/ou resistente ao tratamento, o dermatologista pode prescrever imunossupressores[1] ou retinóides[2], para serem administrados oralmente. Os doentes que estão a tomar estes medicamentos devem ser cuidadosamente vigiados para se detectar qualquer impacto no seu crescimento ou saúde mental.
A fototerapia PUVA ou UVB também podem ser prescritas aos adolescentes.
 
Alguns antibióticos, como a tetraciclina, que são tomados oralmente para tratar o acne, podem exacerbar a psoríase. No entanto, os tratamentos sistémicos que contêm ácido de vitamina A não estão contra-indicados, parecendo inclusive melhorar a psoríase quando tomados em doses moderadas.
  
Aplicações repetidas de corticosteróides[3] em grandes quantidades podem causar crises de acne, contudo este problema pode ser reduzido através do uso de dosagens mais fracas. Os cremes à base de cortisona não devem ser aplicados na face ou na linha do cabelo para se evitar as crises de acne.
Os retinóides orais não exacerbam o acne.


[1] Reduzem a eficiência do sistema imunitário (enfraquecem-no)
[2] Regulam o modo de crescimento e de descamação das células cutâneas na superfície da pele
[3] Habitualmente utilizados na psoríase ligeira a moderada
 
publicado por Psoríase às 11:53

 

 A psoríase nas crianças assume frequentemente uma das seguintes formas:
* Lesões nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo, que são geralmente persistentes (não têm períodos de remissão).
* Pequenas placas vermelhas que por vezes cobrem o corpo, desaparecendo de seguida durante várias semanas. 
 
* Psoríase das fraldas
A psoríase pode surgir numa fase muito inicial da vida, mas raramente surge desde o nascimento. No entanto, os bebés estão sujeitos a uma forma particular de psoríase denominada psoríase das fraldas. É uma dermatose com lesões essencialmente nas nádegas devido à irritação da pele causada pela urina e fezes. Estas lesões podem não ser consideradas psoriásicas, causando problemas nos diagnósticos. É difícil ter a certeza se os bebés têm esta patologia ou simplesmente uma irritação nas nádegas que se assemelha à doença.
 
* Psoríase em placas
Tal como os adultos, as crianças podem sofrer de psoríase em placas.
 
 Psoríase gutata
 
Assim como os adultos, as crianças podem, em casos excepcionais, estarem sujeitas a formas graves de psoríase, como a psoríase pustular ou eritrodérmica. Também podem ser alvo de artrite psoriásica infantil, forma muito invulgar.
Normalmente estas formas severas necessitam de hospitalização.
 
As contusões localizam-se nos mesmo locais que as dos adultos. No entanto, ao passo que as lesões faciais são incomuns nos adultos (presente em 5,6% dos casos), são muito habituais nas crianças (presentes em 30% dos casos). As lesões localizam-se na testa e nas bochechas, que ficam muito vermelhas, envolvendo por vezes as sobrancelhas e as orelhas. Outros locais de frequente aparecimento são as membranas mucosas, especialmente a língua, as palmas das mãos e plantas dos pés, que apresentam hiperqueratose[1]; os cotovelos, os joelhos, a zona lombar e o couro cabeludo; as dobras cutâneas e unhas.
 
Tal como qualquer adulto psoriásico, a criança deve ser examinada por um dermatologista e tratada numa fase inicial da doença. Deve lembrar-se de aplicar regularmente os cremes prescritos até desaparecerem as placas.
O tratamento e os aconselhamentos relativamente aos pés são os mesmos que para um adulto. É preferível evitar os sapatos que não sejam adequados, pois podem magoar a pele. No entanto, depois da condição estar controlada, estas regras podem ser seguidas de uma maneira menos rígida.
 
O tipo de tratamento prescrito pelo dermatologista deve não só ser apropriado à forma clínica da psoríase, como também deve ter em conta os desejos da criança e os dos pais. Devem trabalhar em conjunto para encontrarem o tratamento que melhor se adeqúe à criança.
Os benefícios e os riscos de um tratamento devem ser pesados ainda com mais cuidado do que com os adultos, especialmente no que diz respeito aos tratamentos sistémicos. Devido à toxicidade de determinados medicamentos, existem menos tratamentos disponíveis para as crianças do que para os adultos.            
A psoríase infantil é habitualmente tratada sequencialmente, com o tratamento a ser alterado de três em três meses.
 
Normalmente, os tratamentos locais são utilizados isoladamente para tratar a psoríase nas crianças.               
 
 Os tratamentos sistémicos podem ter efeitos secundários e as suas vantagens e desvantagens devem ser cuidadosamente pesadas, quer para a criança, quer para a sua família. Estes medicamentos são geralmente prescritos durante um curto período de tempo e a sua utilização tem de ser cuidadosamente monitorizada.
A fototerapia PUVA é geralmente usada apenas para as crianças com mais de 15 anos, pois aumenta o risco de cancro. No entanto, as crianças que sofrem de psoríase dispersa resistente a outras terapias podem, excepcionalmente, beneficiar com algumas sessões de fototerapia PUVA.
A fototerapia UVB é também desaconselhada para as crianças, apesar de alguns dermatologistas ocasionalmente a prescreverem em caso de psoríase grave resistente ao tratamento.
Os retinóides são usados para tratar a psoríase pustular e eritrodérmica, assim como o reumatismo psoriásico. As crianças têm que ser cuidadosamente monitorizadas para se ter a certeza que os retinóides não estão a inibir o seu crescimento.
Os imunossupressores[2], podem ser por vezes prescritos, mas apenas quando outras terapias não tiveram sucesso. Estes tratamentos devem ser cuidadosamente monitorizados porque aumentam o risco de cancro.
 
As crianças com excesso de peso podem ser afectadas pela psoríase nas dobras cutâneas ou nas áreas em que a pele está mais esticada. Deve ter-se o cuidado de não deixar que compense o stress emocional através da ingestão abusiva de alimentos.
Também é importante que o seu sistema imunitário esteja saudável. Isto porque o mesmo ainda é imaturo, tal como o resto do corpo, por isso uma dieta equilibrada é fundamental para ter a certeza que o sistema imunitário está na sua condição ideal.   
Por outro lado, como o fumo do cigarro afecta o sistema, deve certificar-se que a criança não é exposta ao fumo.


[1] Espessamento da camada córnea
[2] Reduzem a eficiência do sistema imunitário (enfraquecem-no)
 
publicado por Psoríase às 11:49

 

Um estudo realizado no Reino Unido revelou que, em cem pacientes (com idades compreendidas entre os vinte e os setenta anos), 99% deles já se deparou com atitudes de rejeição social em vários locais públicos, o que lhes provocou sentimentos de raiva, ansiedade, vergonha, entre outros, levando-os a um estado de depressão e de isolamento social que origina não só um agravamento como o surgimento de ideias suicidas, sendo a psoríase a causa do maior número de suicídios.
Para quem não sabe, muitas doenças de pele estão relacionadas com o estado emocional da pessoa pois as células que originam a pele têm uma ligação muito próxima com as células nervosas. Nestes casos, o órgão da pele é chamado de “órgão de choque” pois sofre alterações em função das oscilações emocionais.
 
 A psoríase surge na infância em 15% dos casos e antes dos 20 anos em cada um de três casos.
As manifestações clínicas da psoríase numa criança são geralmente semelhantes às dos adultos. No entanto, nas crianças a condição assume frequentemente formas atípicas que podem originar problemas de diagnóstico. Determinadas dermatoses infantis que envolvem as nádegas, sobrancelhas e couro cabeludo assemelham-se muito à psoríase.
 
"Esta condição pode originar complexos porque as outras pessoas são cruéis. Uma vez, quando eu estava numa piscina, tinha eu 8 anos, uma mulher obrigou a filha dela a sair da piscina porque tinha medo que eu a infectasse" afirmou Marie-Aude, uma adolescente que sofre de psoríase desde os 10 anos de idade.
 
 
 Nos adolescentes
 A psoríase pode ser particularmente difícil no início da adolescência que é um período de mudanças físicas e psicológicas quando a insegurança emocional está no seu auge. Apanhados entre o seu desejo de independência e o medo do abandono, os adolescentes sentem-se por vezes prejudicados na sua auto-estima apenas com uma pequena manchita física.
Os adolescentes também estão a dar os primeiros passos em termos de envolvimento emocional e sexual, com as respectivas alegrias e desapontamentos. Existe por vezes uma forte tentação de se evitar situações que provoquem ansiedade (como ir a piscina ou a festas) devido ao medo de não ser atractivo(a) ou ser rejeitado(a). Não é invulgar para os doentes usar a psoríase como uma desculpa para não se envolverem com os outros e tornarem-se introvertidos.
Todavia, cada caso é um caso diferente. Alguns adolescentes podem desenvolver um carácter forte como resultado de terem uma condição crónica. Os adolescentes mais sensíveis podem evitar de sair com os seus amigos ou evitar de contactar com potenciais namorados, com o medo da rejeição.
publicado por Psoríase às 11:46

O stress excessivo não só pode levar ao aparecimento como ao agravamento da doença. O stress é causado pelas alterações psicofisiologias que ocorrem quando o doente se confronta com situações que o irritam, amedrontam, confundem ou simplesmente o deixam feliz. Segundo Lipp (psicóloga brasileira que realizou estudos sobre o stress) a reacção do stress apresenta quatro fases distintas que apresentam vários níveis de intensidade. São as seguintes:

* Fase de alerta – quando os enfermos entram em contacto com a fonte de stress com manifestações somáticas e psíquicas tais como taquicardia, suor e tensão muscular;
* Fase da resistência – quando a intensidade da fonte é demasiada e o organismo tenta encontrar a homeostase interna, utilizando a energia adaptativa. Podem ocorrer sintomas como dificuldades de memória, irritabilidade e cansaço específico;
* Fase de quase exaustão – quando o organismo já não consegue resistir às tensões ou restabelecer o equilíbrio interior. Há alternância entre momentos de bem-estar e de desconforto. A psoríase pode aparecer nesta etapa ou, caso já exista, pode sofrer um agravamento;
* Fase de exaustão – quando o agente do stress permanece de forma constante e intensa, com agravamento dos sintomas físicos e psicológicos e com a incapacidade de lidar com esta situação. A perda de sentido de humor, alteração do apetite, apatia, depressão, raiva e desgaste físico são alguns sintomas desta fase.
 
O stress crónico pode estar associado a doenças do sistema dermatológico bem como a outros órgãos e sistemas. Prejudica o sistema imunológico diminuindo, portanto, a capacidade do organismo para combater bactérias e vírus, daí quem sofre de psoríase e de stress sofre de um agravamento da doença psoriásica, devido ao stress – ciclo vicioso:
 
 
 Respiração
Quando se respira profundamente, a produção de endorfinas[1] aumenta. Deste modo, a prática da respiração abdominal corta o ciclo da ansiedade e favorece o bom funcionamento da pele pela redução de stress.
Por sua vez, o controlo voluntário da respiração liga o indivíduo ao que se está a passar no seu corpo, ampliando-lhe a consciência, dando-lhe plena atenção e modulando-lhe o sistema imunitário pela produção de um estado bioquímico que facilita o fluxo natural da vitalidade do organismo.
 
Os pensamentos de tensão agem sobre o sistema nervoso central, o sistema nervoso autónomo e o sistema endócrino, levando á produção de substâncias de stress.
Na pele, receptores especializados percebem os estímulos produzidos nas suas células e transmitem-nos, por meio das fibras nervosas até aos gânglios e à medula espinal, de onde são levados, por feixes nervosos até ao hipotálamo, que os envia aos centros corticais superiores, encarregados de processar as informações cognitivas.
Através dos membros descendentes, a informação sensorial é transportada desde a medula espinal até aos órgãos periféricos, que são accionados autonomamente. O resultado final é caracterizado por respostas como sudação, rubor, palidez, produção de gorduras, entre outras.
A substância P[2] é um dos mensageiros químicos observados na pele e tem definido um papel na provocação ou na manutenção das equimoses da patologia.
O estímulo dos receptores, sejam eles positivos ou negativos, leva à libertação de substâncias químicas encarregadas de comunicar o acontecimento ao sistema nervoso central. Na psoríase, os estímulos negativos causam o aparecimento de substância P e de CRGP (péptido relacionado com o gene calcitonina) por terminações nervosas da pele, produzindo uma resposta inflamatória de vasodilatação e edema.
Por outro lado, a activação de certas áreas do córtex cerebral, em alturas de stress, altera a libertação de substâncias P pelas células supra-renais, através de fibras autónomas descendentes, como explicou o professor Eugene Farber, investigador no campo da psoríase, na Califórnia.
Uma vez que algumas fibras descendentes estimulam os neurónios produtores de substâncias opióides na protuberância dorsal da medula espinal e que esses neurónios estão anatomicamente ligados a nervos que contêm substâncias P na medula, é possível que esses nervos descendentes possam desencadear a libertação de neuro-peptídiosna pele.
 
A sofrologia[3], acupunctura, reflexologia[4], aromaterapia e as massagens são todas elas técnicas de libertação do stress que podem ajudar na enfermidade.
Existem também algumas regras básicas de combate ao stress:
* Dormir o suficiente;
* Fazer alguns exercícios respiratórios durante alguns minutos de manhã e à noite para evitar a acumulação de qualquer tensão no seu corpo;
* Praticar psicoterapia se a psoríase estiver a causar dificuldades relacionais ou emocionais intransponíveis.


[1] Hormonas mediadas da estimulação da imunidade, do estado de bem-estar e da diminuição da dor
[2] Substância P: somatostatina – peptídeo intestinal vaso activo (VIP)
[3] Ciência que estuda e investiga como estimular as forças responsáveis pela harmonia biológica do ser humano
[4] Estudo de áreas reflexas; técnicas de tratamento por meio de estímulos em áreas reflexas – podem ser as mãos (reflexo palmar), pés (reflexo podal), orelhas (reflexo auricular), coluna (reflexo vertebral), face (reflexo facial) crânio (reflexo cranial) e outras. Esta técnica é de medicina alternativa
publicado por Psoríase às 11:38

 

Está confirmado que a doença de Crohn[1] é quatro vezes mais predominante nas pessoas com psoríase. As duas condições são por vezes tratadas com os mesmos fármacos. Os alfa anti-TNF[2] foram primeiro prescritos para a doença de Crohn, sendo agora utilizados para tratar as formas graves de psoríase.
No que diz respeito aos problemas metabólicos, a taxa de diabetes é elevada nas pessoas com psoríase. O excesso de peso pode agravar a psoríase e os distúrbios lipídicos são mais comuns nas pessoas com psoríase.
Relativamente ao aparelho digestivo, a síndrome do intestino irritado parece ser mais comum nas pessoas com psoríase.
Verifica-se também que a psoríase pustular está normalmente ligada a problemas do metabolismo do cálcio (hipocalcémia[3]) e que as pessoas com psoríase pustular palmo-plantar têm frequentemente distúrbios da tiróide.
 
 Problemas psicológicos
Como acontece com todas as condições crónicas, a psoríase tem efeitos na vida social, emocional e profissional de alguns doentes.
Apesar de não ser uma condição letal, a visibilidade da psoríase frequentemente origina uma diminuição da auto-estima.
Muitas pessoas que sofrem de psoríase levam uma vida normal no trabalho, com os companheiros, com a família, etc., mas outras afirmam que preferiam ter um "distúrbio mais grave, mas invisível, em vez da psoríase".
Algumas investigações têm demonstrado que os doentes com psoríase sofrem frequentemente de ansiedade e/ou depressão acompanhadas de ideias suicidas.
 
A psoríase tem de facto um maior impacto na depressão e nas ideias suicidas do que as doenças crónicas mais graves que são potencialmente letais. Os sentimentos de desencorajamento e o risco de depressão aumentam quando a psoríase está presente há muito tempo.
Sofrer de psoríase desde a infância ou adolescência não é algo com que se lide facilmente. Devido aos constrangimentos no estilo de vida de um doente impostos pela terapia, pela falta de auto-confiança e pelas dificuldades nas relações que são inerentes à psoríase, algumas pessoas colocam um escudo para se protegerem a nível emocional. Recusam-se a demonstrar os seus sentimentos e evitam as relações interpessoais.
A psoríase é conhecida por causar comichão em muitos casos, existindo uma correlação entre o nível de depressão e a intensidade do prurido. Os doentes que sentem uma maior depressão estão muitas vezes sujeitos a uma comichão mais violenta.
O tratamento psicotrópico (envolvendo antidepressivos e ansiolíticos) pode ser útil nos casos de depressão ou ansiedade intensa.
Apesar da psoríase poder originar ansiedade e depressão, os dermatologistas e psiquiatras não devem subestimar as dificuldades psicológicas que são anteriores ao aparecimento da psoríase. Pode ser difícil perceber se a depressão e a ansiedade já estavam presentes antes, ou se são resultado da condição.
 
 
As pessoas com psoríase que desenvolvem uma doença neurodegenerativa, como a doença de Alzheimer[4], têm frequentemente a impressão que as suas lesões desaparecem.
 
Esta dermatose raramente é associada ao eczema; de facto as duas condições parecem ser mutuamente exclusivas. Apesar disto, a psoríase, por vezes, desaparece apenas para ser secundada por eczema, ou os doentes podem desenvolver psoríase eczematosa, normalmente devido a um fármaco pouco tolerado.
 
O fenómeno de Koebner é talvez um dos fenómenos mais conhecidos em dermatologia. Foi descrito pela primeira vez em 1872 por Heinrich Koebner, um conhecido dermatologista do século XIX.
O termo é usado para descrever a resposta através da qual surgem novas lesões, desenvolvendo-se em doentes que sofriam de condições cutâneas na pele saudável que foi submetida a um trauma. Um trauma numa área de pele "normal" num doente com psoríase pode, então, originar novas lesões que são idênticas às causadas pela doença. 
 
 
 O fenómeno de Koebner é comum na psoríase?
O fenómeno de Koebner está associado a várias doenças dermatológicas, e muito usualmente à psoríase e vitiligo[5]. As pessoas com psoríase estão por isso particularmente vulneráveis. 
Deve realçar-se que os traumas locais não desencadeiam necessariamente esta resposta. O fenómeno de Koebner surge normalmente entre dez e catorze dias após o trauma na pele, mas pode aparecer vários anos depois. Outras características são o não afectar uma área em particular, o surgir com maior frequência no inverno e afectar especialmente as crianças.
 
As hastes dos óculos podem causar uma resposta de Koebner por trás das orelhas. O limar ou a manicura das unhas pode exacerbar a psoríase das unhas. Num caso conhecido, a fricção de uma raquete de ténis originou um fenómeno de Koebner na palma da mão de um jogador de ténis. Quando uma pessoa tem artrite psoriásica, até mesmo a fricção de uma aliança pode originar lesões psoriásicas que surgem apenas no dedo anelar.
No caso da psoríase palmo-plantar, as lesões devidas a este fenómeno podem estar concentradas nas áreas de pressão, não estando presentes na curvatura do pé. As queimaduras solares também podem originar psoríase muito disseminada no corpo, denominada fenómeno fotográfico de Koebner.
Os médicos falam por vezes de um fenómeno de Koebner invertido, quando uma placa psoriásica tem uma remissão após um trauma, podendo também ocorrer depois de se contrair rubéola[6], constipação, faringite[7] ou depois de se ter sido submetido a uma operação.
Apesar das ocorrências externas do fenómeno de Koebner serem bastante conhecidas, podem também ser invisíveis e localizadas num nervo perto do local de uma erupção. Por exemplo, uma fractura do pulso ou artrose isolada podem originar lesões psoriásicas nas unhas. A isto denomina-se fenómeno de Koebner profundo, que é um fenómeno raro que não deve ser ignorado.
 
Deve-se evitar perturbar as escamas e coçar as placas e, sempre que possível, tentar evitar a fricção e os pequenos traumas. Deve-se tomar as devidas precauções quando se penteia ou escova o cabelo e quando se desfaz a barba. As unhas devem ser mantidas curtas, evitando-se a utilização da lima. Deve-se limitar a exposição ao sol, usar protector solar e produtos hipoalergénicos para evitar qualquer irritação, os quais devem ser aplicados com cuidado.
Se o médico diagnosticar um fenómeno de Koebner, devem ser evitados quaisquer irritantes químicos ou físicos, tratamentos a laser e operações cirúrgicas. O tratamento deve ser prescrito o mais rapidamente possível para maximizar a sua eficácia.
 
 
As inflamações articulares apenas afectam uma pequena percentagem das pessoas com psoríase. As articulações dos dedos e pulsos são muitas vezes afectadas, mas as articulações maiores como as do tornozelo, também podem ser envolvidas.            
As articulações afectadas incham e, após algum tempo, pode surgir psoríase na pele. A inflamação é essencialmente causada por um esforço nessa articulação com bastante regularidade.
 
Tal como a pele, os tecidos das articulações não consegue suportar um esforço muito grande. Existem diversas situações que podem originar inflamação articular, por exemplo:
* Os electricistas, os canalizadores e os condutores de autocarros sujeitam as articulações dos seus dedos a muito esforço, dia após dia;
* Os bancários podem sofrer de inflamação das articulações que usam para contar notas;
* As articulações dos dedos também podem sofrer com longos períodos de escrita, especialmente quando se agarrar a caneta com demasiada força ou se se se exercer demasiada pressão no papel;
* O uso constante das mesmas articulações também pode originar inflamação. Actividades como o ballet e o jogging podem danificar as articulações dos pés.
 
Uma maneira simples de verificar se uma articulação está inflamada é sentir se esta está quente. É importante descansar uma articulação inflamada; caso contrário, há o risco de magoar a membrana que reveste a cavidade articular.
As lesões podem mesmo estender-se aos ossos, resultando na deformação da articulação. Por exemplo, as articulações dos dedos podem ficar deformadas e tornarem a sua utilização difícil. A artrite desenvolve-se quando a articulação está inflamada e continua a ser sujeita a esforços, por isso é essencial descansar a articulação e procurar aconselhamento médico logo que os sintomas surjam.
O esforço sobre uma articulação afectada tem de ser limitado, por isso os doentes devem pensar no modo como usam as suas articulações.
O dever dos pacientes torna-se, então, alterar o modo com usam as suas mãos e pés, especialmente no trabalho.
As ajudas técnicas foram concebidas para aliviarem certos tipos de esforços. Existem muitas ferramentas que podem ajudar nos movimentos envolvidos nas actividades diárias e equipamento especializado para os locais de trabalho.
Em alguns casos, poderá ser relevante considerar a troca de profissão para uma que envolva menos esforço nas articulações.     
Aconselha-se fortemente aos doentes a não transportarem cargas demasiado pesadas, o que exerce muita pressão nas articulações. Em vez disso, deve ser usado um carro de rodas.
É necessário um cuidado adicional durante a fase inicial da artrite para evitar deformações nas articulações. 


[1] A doença de Crohn é uma doença crónicainflamatória intestinal, que atinge geralmente o cólon (mas pode afectar qualquer parte do tracto gastrointestinal)
[2] Sugestão: ver nota de rodapé nº21 (em 6.3.1.3.)
[4] Doença que conduz à morte de células cerebrais que primeiramente afecta a memória e, progressivamente, outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes
[5] Doença não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele
[6] Doença causada pelo vírus da rubéola e transmitida por via respiratória. É geralmente benigna, e pode causar malformações no embrião em infecções de mulheres grávidas
[7] A faringite é provocada, na maioria dos casos, por uma infecção e, por isso, está dependente da chegada de microrganismos à mucosa faríngea. Normalmente a doença apenas se produz quando existe uma falha nos mecanismos defensivos os quais impedem, em condições normais, a proliferação de micróbios na garganta.
publicado por Psoríase às 11:29

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